{"id":1475,"date":"2025-07-16T19:35:26","date_gmt":"2025-07-16T22:35:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.vistosecidadanias.com.br\/site\/?p=1475"},"modified":"2025-07-16T19:35:34","modified_gmt":"2025-07-16T22:35:34","slug":"italia-blog-artigo-18","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.vistosecidadanias.com.br\/site\/italia-blog-artigo-18\/","title":{"rendered":"Decreto Tajani e o Corte do Reconhecimento da Cidadania Italiana"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; admin_label=&#8221;section&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.4.8&#8243;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.4.8&#8243;][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/www.vistosecidadanias.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/E-DESCENDENTE-DE-ITALIANO-E-FOI-ATINGIDO-PELO-DECRETO-TAJANI-e1752704656953.jpg&#8221; title_text=&#8221;\u00c9 DESCENDENTE DE ITALIANO E FOI ATINGIDO PELO DECRETO\u00a0TAJANI&#8221; align=&#8221;center&#8221; _builder_version=&#8221;4.4.8&#8243; width=&#8221;58%&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.4.8&#8243; text_font=&#8221;Trebuchet||||||||&#8221; text_text_color=&#8221;#013d83&#8243; header_font=&#8221;Trebuchet||||||||&#8221; header_text_color=&#8221;#013d83&#8243; hover_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>DECRETO TAJANI E O CORTE DO RECONHECIMENTO DA CIDADANIA ITALIANA<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A recente aprova\u00e7\u00e3o do chamado <strong>Decreto Tajani<\/strong> (Lei 36\/2025) pelo Parlamento italiano trouxe grande preocupa\u00e7\u00e3o para milhares de descendentes de italianos no mundo. O ponto mais pol\u00eamico \u00e9 o <strong>artigo 3\u2011bis<\/strong>, que <strong>restringe o reconhecimento da cidadania italiana iure sanguinis<\/strong> (por descend\u00eancia) <strong>at\u00e9 o segundo grau<\/strong> \u2014 ou seja, filhos e netos de italianos somente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A seguir, explicamos por que essa medida pode ser considerada inconstitucional, discriminat\u00f3ria e incompat\u00edvel com princ\u00edpios jur\u00eddicos nacionais e internacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\ud83e\uddec O que mudou com o Decreto Tajani?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes da nova lei, a cidadania por descend\u00eancia era reconhecida <strong>sem limite de gera\u00e7\u00f5es<\/strong>, desde que comprovada a linha de sangue e que os antepassados n\u00e3o tivessem renunciado \u00e0 nacionalidade italiana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, <strong>descendentes al\u00e9m do 2\u00ba grau (bisnetos, trinetos etc.) s\u00f3 poder\u00e3o solicitar a cidadania<\/strong> se o ascendente mais pr\u00f3ximo j\u00e1 tiver registrada a sua pr\u00f3pria cidadania. Caso contr\u00e1rio, o pedido \u00e9 geralmente rejeitado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por que essa restri\u00e7\u00e3o \u00e9 question\u00e1vel?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Especialistas em direito constitucional apontam que o <strong>art. 3\u2011bis da Lei 36\/2025 fere direitos j\u00e1 adquiridos<\/strong>, como veremos a seguir:<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong> Cidadania nasce com o nascimento<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <strong>direito \u00e0 cidadania italiana nasce automaticamente ao nascer<\/strong>, e o registro \u00e9 apenas uma formalidade declarat\u00f3ria \u2014 e n\u00e3o um requisito constitutivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em resumo: o Decreto transforma um <strong>direito de origem em mera formalidade burocr\u00e1tica<\/strong>, o que vai contra o princ\u00edpio constitucional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A cidadania \u00e9 um direito de nascimento, n\u00e3o um favor administrativo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A jurisprud\u00eancia italiana reconhece que o <strong>status de cidad\u00e3o italiano nasce com a pr\u00f3pria pessoa, por direito<\/strong>, e a <strong>transcri\u00e7\u00e3o nos registros civis tem apenas valor declarativo<\/strong>, n\u00e3o constitutivo (Cass. civ., Sez. I, n. 4466\/2009 e ord. 20756\/2024).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, limitar a cidadania apenas aos dois primeiros graus de descend\u00eancia <strong>transforma um direito de origem constitucional em algo condicionado por formalidades burocr\u00e1ticas<\/strong>, o que n\u00e3o \u00e9 permitido pela Constitui\u00e7\u00e3o Italiana.<\/p>\n<ol start=\"2\" style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong> Viola\u00e7\u00e3o da irretroatividade (art. 11 Preleggi)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">A lei retroage para excluir pessoas que j\u00e1 tinham o direito garantido \u2014 isso <strong>viola o princ\u00edpio de n\u00e3o retroagir para prejudicar<\/strong> estabelecido no artigo 11 das Preleggi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Decreto n\u00e3o apresenta justificativas proporcionais nem compensa\u00e7\u00f5es (como regras transit\u00f3rias), o que refor\u00e7a seu car\u00e1ter inconstitucional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o art. 11 das Preleggi (normas introdut\u00f3rias do c\u00f3digo civil), <strong>nenhuma lei pode retroagir para prejudicar direitos j\u00e1 adquiridos<\/strong>, salvo em situa\u00e7\u00f5es muito espec\u00edficas, que exijam proporcionalidade e justificativa clara. O Decreto Tajani <strong>n\u00e3o apresenta justificativas suficientes<\/strong> e <strong>afeta retroativamente direitos j\u00e1 consolidados<\/strong>, o que pode torn\u00e1-lo inconstitucional.<\/p>\n<ol start=\"3\" style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong> Discrimina\u00e7\u00e3o e desrespeito a tratados internacionais<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">O novo limite gera <strong>discrimina\u00e7\u00e3o entre gera\u00e7\u00e3o de descendentes<\/strong> com base em um crit\u00e9rio arbitr\u00e1rio: o n\u00famero de gera\u00e7\u00f5es. Isso pode violar:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>o <strong>art. 3 da Constitui\u00e7\u00e3o Italiana<\/strong>, que garante igualdade de tratamento;<\/li>\n<li>o <strong>art. 24<\/strong>, que protege o direito de acesso \u00e0 justi\u00e7a;<\/li>\n<li>e o <strong>art. 8 da Conven\u00e7\u00e3o Europeia de Direitos Humanos (CEDU)<\/strong>, que protege o direito \u00e0 vida familiar e cultural.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Casos semelhantes j\u00e1 foram condenados pelo Tribunal Europeu de Direitos Humanos que n\u00e3o aceitam tais desigualdades por gerar impacto arbitr\u00e1rio na vida familiar, como em <em>Genovese v. Malta<\/em> e <em>Hoti v. Croatia<\/em>.<\/p>\n<ol start=\"4\" style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong> Contraria o \u201cprinc\u00edpio de favor\u201d aos italianos no exterior (art. 10\u2011bis L. 91\/1992)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde 2006, o ordenamento jur\u00eddico italiano reconhece no art. 10-bis da Lei 91\/1992 o chamado <strong>princ\u00edpio de favor<\/strong> aos italianos no exterior, ou seja, a obriga\u00e7\u00e3o de facilitar \u2014 e n\u00e3o dificultar \u2014 o v\u00ednculo com a cidadania italiana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Decreto Tajani, ao limitar generacionalmente o reconhecimento da cidadania, <strong>inverte essa l\u00f3gica e imp\u00f5e obst\u00e1culos injustificados<\/strong>, desrespeitando o esp\u00edrito da lei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A legisla\u00e7\u00e3o italiana reconhece que <strong>os descendentes de italianos devem ter o caminho facilitado<\/strong>, n\u00e3o bloqueado, na aquisi\u00e7\u00e3o da cidadania.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Decreto faz o contr\u00e1rio, instaurando obst\u00e1culos gen\u00e9ricos e sem justificativas legais ou processuais.<\/p>\n<ol start=\"5\" style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong> O processo legislativo foi falho e sem base t\u00e9cnica e controle pol\u00edtico<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto foi aprovado <strong>sem estudos de impacto, alternativas tecnol\u00f3gicas ou propostas menos restritivas<\/strong>, claramente em desacordo com os princ\u00edpios de boa administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica (art. 97 da Constitui\u00e7\u00e3o) e com a jurisprud\u00eancia da Corte Constitucional (sent. 62\/2020).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tramita\u00e7\u00e3o do Decreto n\u00e3o contou com:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>estudos de impacto sobre a popula\u00e7\u00e3o afetada;<\/li>\n<li>an\u00e1lises de alternativas menos lesivas (como melhorias tecnol\u00f3gicas ou simplifica\u00e7\u00e3o processual nos consulados);<\/li>\n<li>nem debate t\u00e9cnico suficiente sobre os efeitos constitucionais e internacionais da medida.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\ud83d\udd0d Conclus\u00e3o e recomenda\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 luz desses argumentos, cresce a mobiliza\u00e7\u00e3o para que <strong>o art. 3-bis da Lei 36\/2025 seja questionado perante a Corte Constitucional italiana<\/strong>. Organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, advogados, juristas e descendentes de italianos j\u00e1 articulam medidas judiciais para contestar a validade da norma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto isso, <strong>quem tem direito \u00e0 cidadania italiana iure sanguinis deve buscar assessoria jur\u00eddica o quanto antes<\/strong> para avaliar a situa\u00e7\u00e3o concreta e tomar provid\u00eancias \u2014 seja para preservar direitos adquiridos, seja para ingressar em eventual a\u00e7\u00e3o coletiva ou individual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cerca de <strong>milh\u00f5es de descendentes est\u00e3o no limite de perder um direito civil reconhecido<\/strong>. A pr\u00f3xima etapa \u00e9 <strong>imediatamente ingressar com medidas judiciais, individuais ou coletivas<\/strong>, questionando a constitucionalidade do art. 3\u2011bis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para quem se enquadra em situa\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel<\/strong>, o ideal \u00e9 buscar assessoria jur\u00eddica especializada <strong>antes da formaliza\u00e7\u00e3o de qualquer solicita\u00e7\u00e3o<\/strong> aos consulados italianos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sobre a Vistos e Cidadanias<\/strong><\/p>\n<p>A <strong>Vistos e Cidadanias<\/strong> \u00e9 especializada em processos de cidadania italiana e apoio jur\u00eddico a descendentes de italianos, com atua\u00e7\u00e3o direta em todo o Brasil \u2014 especialmente no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p><strong>Dra. Tatiana Borges<br \/> <\/strong>Advogada<br \/> Experi\u00eancia em processos de cidadania, direito civil e constitucional e de imigra\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>________________<\/strong><\/p>\n<p>\ud83d\udccc Jurisprud\u00eancia Italiana<\/p>\n<p>Cassa\u00e7\u00e3o \u2013 Sezioni Unite, Sent. 25 fev. 2009, n.\u202f4466<\/p>\n<p>Reconhece o car\u00e1ter declarativo do <em>status civitatis<\/em>, assegurado desde o nascimento<br \/> Link: <a href=\"https:\/\/www.anusca.it\/flex\/cm\/pages\/ServeBLOB.php\/L\/IT\/IDPagina\/1763\">ANUSCA &#8211; Si riporta la massima relativa alla SENTENZA N. 4466 DEL 25 FEBBRAIO 2009 della Corte di Cassazione in tema di cittadinanza.<\/a><\/p>\n<p>Cassazione Civile, Sez. I, Ord. 15 jul. 2024, n.\u202f20756<\/p>\n<p>Reafirma o entendimento da natureza meramente declarativa da cidadania ap\u00f3s o Decreto 36\/2025<br \/> (Dispon\u00edvel nos bancos de dados de jurisprud\u00eancia da Cassa\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>\u2696\ufe0f Jurisprud\u00eancia Europeia<\/p>\n<p>Genovese v. Malta \u2013 ECtHR, 11 out. 2011 (53124\/09)<\/p>\n<p>Declara que negar cidadania com base em crit\u00e9rios arbitr\u00e1rios de descend\u00eancia viola direitos \u00e0 igualdade e \u00e0 vida familiar (art.\u202f8+14 CEDU)<br \/> Link: <a href=\"https:\/\/hudoc.echr.coe.int\/eng#{%22itemid%22:[%22001-106785%22]}\">GENOVESE v. MALTA<\/a><\/p>\n<p>Hoti v. Croatia \u2013 ECtHR, 10 jan. 2018 (23216\/13)<\/p>\n<p>Condena limita\u00e7\u00f5es excessivas \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o da cidadania em raz\u00e3o da vida familiar<br \/> (Dispon\u00edvel em HUDOC \u2013 tribunal europeu)<\/p>\n<p>Decreto Tajani &#8211; DECRETO-LEGGE 28 marzo 2025.pdf<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.circolazione-stradale.it\/Normativa\/Anno-2025\/Decreto-Legge-20250328_36\">Regulamento &gt; Circula\u00e7\u00e3o Rodovi\u00e1ria &gt; Ano 2025 &gt; Decreto-Lei 20250328_36<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.circolazione-stradale.it\/Normativa\/Anno-2025\/Decreto-Legge-20250328_36\">www.circolazione-stradale.it\/Normativa\/Anno-2025\/Decreto-Legge-20250328_36<\/a><\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/PC\/OneDrive\/%C3%81rea%20de%20Trabalho\/DECRETO-LEGGE%2028%20marzo%202025.pdf\">file:\/\/\/C:\/Users\/PC\/OneDrive\/%C3%81rea%20de%20Trabalho\/DECRETO-LEGGE%2028%20marzo%202025.pdf<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; admin_label=&#8221;section&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.4.8&#8243;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.4.8&#8243;][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/www.vistosecidadanias.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/E-DESCENDENTE-DE-ITALIANO-E-FOI-ATINGIDO-PELO-DECRETO-TAJANI-e1752704656953.jpg&#8221; title_text=&#8221;\u00c9 DESCENDENTE DE ITALIANO E FOI ATINGIDO PELO DECRETO\u00a0TAJANI&#8221; align=&#8221;center&#8221; _builder_version=&#8221;4.4.8&#8243; width=&#8221;58%&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.4.8&#8243; text_font=&#8221;Trebuchet||||||||&#8221; text_text_color=&#8221;#013d83&#8243; header_font=&#8221;Trebuchet||||||||&#8221; header_text_color=&#8221;#013d83&#8243; hover_enabled=&#8221;0&#8243;] \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 DECRETO TAJANI E O CORTE DO RECONHECIMENTO DA CIDADANIA ITALIANA [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":403,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"<!-- wp:paragraph -->\n<p>Welcome to WordPress. 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